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Políticas ambientais: até 2030 e mais além

Políticas ambientais: até 2030 e mais além

Portugal é um dos países líderes das renováveis na Europa e no mundo: 30% da energia consumida é energia limpa, e esta percentagem deverá subir para 47% em 2030.

As metas de descarbonização estabelecidas pela União Europeia são ambiciosas. Segundo a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), anualmente serão necessários 6,9 biliões de euros, durante 10 anos, para que se concretizem os objetivos do Acordo de Paris. Partindo destes valores, não se poderá depender apenas do investimento público, pelo que o mercado de obrigações verdes (títulos de dívida emitidos para captação de investimento em projetos sustentáveis, ou green bonds) vai acelerar nos próximos anos.

As green bonds têm a diferença, em relação a outro tipo de obrigações financeiras, de as empresas que se querem financiar terem de identificar previamente o objetivo a que se destinam, e que terão de ser, obrigatoriamente, relacionadas com a redução do impacto ambiental e o combate às alterações climáticas. Podem ser utilizadas para financiar investimentos nas energias renováveis nas energias renováveis, nos transportes sustentáveis, na eficiência energética dos edifícios, no tratamento de águas residuais ou ainda na descontaminação dos solos. Surgem, assim, como uma oportunidade para os investidores empenhados em conciliar crescimento económico com a transição energética. E, confirmam os dados disponíveis, este é um mercado em crescimento.

Em 2008, o montante global emitido nestes títulos era inferior a 500 milhões de dólares, mas, dez anos depois, a Climate Bond Initiative fala em 168 milhões e, em 2019, atingiu-se o recorde de 261,9 mil milhões de dólares em dívida verde. Com a pandemia, a emissão no primeiro semestre de 2020 foi reduzida, mas ganhou fôlego mais perto do final do ano, atingindo os 269,5 mil milhões de dólares.

Um caso de estudo: EDP

Em 2018, o grupo EDP fazia já parte do conjunto de participantes do setor elétrico com interesse em apostar nestas obrigações verdes, tendo sido mesmo a primeira empresa portuguesa a emitir green bonds. Desde 2018, já emitiu mais de seis mil milhões de euros com a chancela destas obrigações verdes, que serviram para financiar parte da sua estratégia de crescimento em energias renováveis, redes inteligentes e soluções sustentáveis para clientes.

O objetivo era que, em 2020, 76% da sua capacidade instalada fosse proveniente de fontes renováveis, dando assim um passo decisivo na descarbonização da economia e na transição para uma economia de baixo carbono. Em julho de 2020, apesar dos efeitos da pandemia nos negócios, a EDP já tinha atingido os 74% de capacidade renovável e fez um aumento de capital de mil milhões de euros, com a intenção de adquirir mais 24 parques eólicos e duas centrais mini-hídricas localizadas em Espanha e Portugal. Em setembro do ano passado, avançou nesta estratégia com cerca de 717 milhões de euros emitidos em green bonds. No primeiro trimestre deste ano, 85% da produção da EDP foi renovável, a partir da água, do sol e do vento.

Para Miguel Stilwell, presidente executivo da empresa, “a transição energética é um desígnio para a EDP”, conforme já teve oportunidade de afirmar numa entrevista ao Jornal de Negócios em maio deste ano. Recentemente, a administração anunciou a estratégia do grupo para 2021-2025, que passa pelo reforço da diversificação de fontes de energia, através da utilização crescente e sustentável dos recursos endógenos, da promoção da eletrificação da economia, da eficiência energética e do incentivo na investigação e desenvolvimento de tecnologias limpas.

A decisão de fechar as centrais a carvão na Península Ibérica, Sines incluída, até 2023, assim como o desenvolvimento de novas tecnologias relacionadas com a energia solar descentralizada, a mobilidade elétrica, o armazenamento de energia ou o hidrogénio verde, são provas do compromisso com a transição climática.

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