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Inovação como ferramenta da transição energética

Inovação como ferramenta da transição energética

Existem inúmeras soluções inovadoras no mercado da energia que permitem que o nosso consumo seja mais sustentável. É só preciso escolher as que mais se adequam a cada necessidade e contexto.

Em maio deste ano, o roteiro “Net Zero by 2050: a roadmap for the global energy factor”, da Agência Internacional de Energia (IEA), que detalha o caminho a seguir para atingir a neutralidade carbónica até 2050, afirmava que a inovação será determinante para atingir a neutralidade carbónica. Essa é também a visão de António Coutinho, presidente da EDP Inovação. “A inovação é essencial, se quisermos alcançar a neutralidade carbónica em 2050. Para isso, vamos ter de alterar de forma profunda o modo como consumimos energia e como fazemos a máquina da economia funcionar. O interessante é que vamos fazer essa alteração enquanto a população mundial continua a crescer, na ordem dos 30%. Ou seja, vamos ter de mudar as rodas do carro com o carro a andar. É por isso que é preciso inovação”.

Definir caminhos

De acordo com a IEA, até 2030, é preciso implementar, de forma generalizada, todas as tecnologias de energia eficiente e limpa que já se conhece e controla. Depois disso, irá dar-se lugar às soluções tecnológicas que estão agora a ser desenvolvidas, mas ainda em fases de testes, como as baterias mais avançadas ou os sistemas de captura de CO2. Para estes autores, é determinante acelerar a inovação nesta área. Paolo Frankl, responsável pela área de energias renováveis da IEA, e que apresentou o relatório na Brazilian Bioenergy Science and Technology Conference 2021, em maio, dizia que, para atingir a meta de transição energética global, será necessário triplicar a produção de biocombustível, dirigido sobretudo ao setor dos transportes.  Este é apenas um dos exemplos da revolução que está a acontecer e tem de acelerar no setor dos transportes, para cumprir as metas estabelecidas

“Temos de multiplicar 18 vezes o número de carros elétricos vendidos”, concorda António Coutinho, presidente da EDP Inovação. O que significa que as empresas que produzem os veículos não só têm de ter capacidade de os produzir, como de arranjar todos os materiais necessários e cadeias de fornecimento novas. “É preciso, depois, pensar na forma de os carregar com energia renovável. Porque, obviamente, não interessa estarmos a alimentar carros com energia produzida a partir do carvão”.

Avançar na transição energética

“Fomos um dos países pioneiros a perceber que o caminho da transição energética, da neutralidade carbónica, era um caminho que tinha de ser traçado. E a penetração que tivemos de renováveis, face aos outros países, foi bastante relevante. É importante também dizer que Portugal foi dos países que conseguiu ter maiores níveis de penetração de energias renováveis ao mais baixo preço”. Se, de acordo com o estudo já referido da IEA, e que António Coutinho também cita, “em 2050, a energia solar representará 20% da energia do mundo e será o recurso único de maior representatividade em todo o mix energético”, é interessante verificar que Portugal está “a fazer de tal forma bem este caminho que, hoje, as referências mundiais de energias renováveis são empresas ibéricas”. A EDP Comercial, por exemplo, já fornece soluções solares para empresas portuguesas há mais de 10 anos e foi responsável pela instalação do maior parque solar fotovoltaico com baterias do país. Foram instalados na Exide, fabricante internacional de baterias, duas unidades de produção solar fotovoltaica, com uma capacidade total de 3,8 MWp, para autoconsumo nas instalações em Castanheira do Ribatejo e Azambuja. O parque, com 20 mil metros quadrados de terreno, abrange mais de 10 mil painéis solares.

A EDP Comercial também foi escolhida pela Nova School of Business and Economics de Carcavelos (Nova SBE). Na cobertura do complexo foi instalada uma central fotovoltaica (924 painéis) com 250 KWp, em regime de autoconsumo (UPAC), que representa uma poupança anual na ordem dos 42 mil euros. A Nova SBE deverá reaver o investimento de 220 mil euros num prazo máximo de cinco anos, passando a gerar apenas poupanças a partir desse momento.

Concretizar soluções inovadoras:

Neste campo, Portugal tem trilhado um caminho importante. Os dados lançados pela UVE – Associação de Utilizadores de Veículos Elétricos, revelam que, em 2020, foram vendidos 20.004 veículos elétricos. Este número é significativo, pois confirma um crescimento de 55,3% em relação o ano anterior, com uma quota de mercado de 13,6% na totalidade do ano. A tendência é para subir: só no primeiro trimestre de 2021, já foram vendidos 4.984 veículos elétricos novos.

A opção pela compra de veículos elétricos é cada vez mais aliciante, uma vez que já se demonstrou que, financeiramente, não só se tornam num investimento melhor do que os automóveis com motor de combustão, como não são poluentes. Nas empresas, crescem as frotas de automóveis elétricos, com opção de carregamento nas próprias unidades. E, a nível particular, estes veículos são também cada vez mais procurados, à medida que surgem postos de carregamento acessíveis nas cidades e em localizações estratégicas como autoestradas, e existe a hipótese da instalação de equipamentos no próprio edifício de habitação. Neste momento, estão espalhados 3.500 postos de carregamento na rede pública, de norte a sul do país.

A mobilidade elétrica é um dos pilares estratégicos de crescimento da EDP Comercial, que tem vindo a reforçar o seu portefólio de soluções para a gestão de frotas elétricas e ao nível do carregamento público, tendo em vista uma experiência integrada do cliente da mobilidade elétrica. O portefólio da EDP Comercial conta com um leque robusto de soluções para espaços de acesso público e privado, com diferentes níveis de customização e possibilidade de modalidades as a service, assim como a integração de ferramentas digitais, como a EDP EV.Charge, uma app  que permite centralizar toda a experiência de carregamento do condutor, dentro e fora de casa.

A colaboração entre os diferentes agentes da mobilidade é crucial para apoiar as empresas na eletrificação das suas frotas, e são cada vez mais as marcas automóveis e locadoras a integrarem, no processo de venda, soluções de carregamento para veículos elétricos, aumentando assim a conveniência na adesão à mobilidade elétrica. A estes fatores, somam-se as vantagens financeiras associadas, como a isenção do Imposto Único de Circulação (IUC) ou a dedução do IVA para as empresas (entre outros), e a crescente consciência social e ambiental.

Inovação é isto: “invenções bem-sucedidas, adotadas de forma massiva”, define António Coutinho. O que significa que, para chegarmos à neutralidade carbónica, não basta lançar ideias, é importante desenvolvê-las e implementá-las, de forma generalizada. Comunicar e abordar os clientes é, por isso, uma tarefa necessária. Para a EDP, é imprescindível “garantir que este processo é mais rápido, que é mais fácil aos clientes adotarem estas tecnologias, que há modelos de negócio inovadores, que não se limitem à venda do produto, e que acelerem o processo de adoção”.

Também de acordo com António Coutinho, a inovação como braço direito da transição energética surge igualmente na forma como os serviços são apresentados ao consumidor final. Se a energia solar e a solução de implementação de painéis solares fotovoltaicos já não são uma novidade, a forma como estes podem ser disponibilizados e agregados a outros serviços, é um traço de inovação do setor.

Uma das novas formas de abordar este negócio surgiu quando, no dia um de janeiro 2020, entrou em vigor o novo regime jurídico relativo às regras aplicadas às Unidades de Produção para Autoconsumo (UPAC), e passou a ser possível não só a autoprodução de energia, como também a partilha de eletricidade com os vizinhos e habitações circundantes, concorrendo para a diminuição da dependência energética, reduzindo os custos de energia e garantindo um retorno do investimento.

Na sequência deste novo regime jurídico, a EDP foi pioneira ao lançar um modelo a nível ibérico que permite que, mesmo quem não tem espaço disponível para ter painéis solares, pode usufruir da energia solar produzida pelo bairro ao qual pertence. Foi assim que surgiram os Bairros Solares EDP, comunidades de energia renovável produzida localmente e que beneficiam os seus membros: os “produtores” e os seus “vizinhos”. Os espaços para instalação dos painéis solares são disponibilizados pelos “produtores”, que podem ser moradias, edifícios residenciais ou até uma forma de rentabilizar espaços empresariais, e a energia produzida é distribuída por todos os habitantes do bairro em questão. Desta forma, toda a comunidade beneficia da energia solar com descontos na fatura e contribui para um mundo mais sustentável. De Cascais, a Sintra, no distrito de Lisboa, passando por Barcelos, Sines e Coimbra, são já muitas as comunidades no processo de desenvolvimento ou à procura de vizinhos para partilharem energia.

O investimento nos painéis solares é assumido pela EDP, que também os instala. A eletricidade produzida é, depois, vendida: os produtores têm direito a um desconto de cerca de 40% sobre a energia solar consumida e, para os vizinhos, o desconto é de cerca de 20%. A energia não consumida é injetada na rede. Ou seja, com menos investimento, mais pessoas podem usufruir de energia solar. “A inovação é isto”, reforça António Coutinho. “Abraçar este desafio que nos obriga a mudar a forma como hoje utilizamos a energia. E temos 30 anos para o fazer. Parece muito tempo, mas não é”.

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