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Empresas sustentáveis e bem-sucedidas hoje e para sempre

Empresas sustentáveis e bem-sucedidas hoje e para sempre

O efeito das alterações climáticas é inegável e tem de ser revertido já. De acordo com a Diretiva de Energias Renováveis da Comissão europeia, até 2030, entre 38% a 40% da energia produzida terá de partir de fontes renováveis, se quisermos parar a subida da temperatura do planeta. Como podem as empresas fazer parte deste movimento de transformação?

A transição climática está na ordem do dia e, se individualmente, estamos a aprender a diminuir a nossa pegada ecológica, que ensinamentos devem esperar as grandes indústrias, para seguirem o mesmo caminho? A desaceleração na emissão de gases poluentes é uma manobra complexa, pesada e precisa de garantias de maior produtividade e rentabilidade. É determinante avaliar o peso da sustentabilidade no mundo empresarial, identificar as ferramentas já postas à disposição – e a melhor forma de as utilizar –, para que não se perca o comboio do desenvolvimento económico, enquanto se salva o planeta.

O Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) português, recentemente entregue à Comissão Europeia, vem responder à necessidade de reajustamento das empresas, no período pós-covid, funcionando como uma boa oportunidade para acelerar a sua sustentabilidade e transição energética. Mas há quem já tenha ações no terreno, como o desenvolvimento do betão com cortiça, pela Secil, que poupa nos recursos não renováveis, tem melhores qualidades térmicas e reduz a pegada ecológica dos edifícios. Ou as melhorias implementadas em serviços de transportes públicos, como a Carris, com viaturas mais ecológicas, mais confortáveis e com acesso a mais horários, promovendo o seu uso, em detrimento da viatura individual. Integradas em três eixos estratégicos (promoção de um serviço centrado no cliente, modernização e qualificação da empresa e aumento da eficiência e da sustentabilidade), estas medidas têm como objetivo contribuir para a melhoria da qualidade de vida na cidade de Lisboa.

A trabalhar em conjunto com o município e demais agentes da mobilidade, a empresa teve um aumento de mais de 13 milhões de passageiros, no prazo de um ano, e observou uma redução significativa em termos de custos de energia e manutenção. Os exemplos são já muitos. A dúvida permanece: serão suficientes?

O peso do Homem

O setor energético é responsável por mais de dois terços das emissões globais de Gases de Efeito de Estufa (GEE) e são os países desenvolvidos que apresentam os valores m ais elevados de consumo energético per capita – dados do Roteiro de Neutralidade Carbónica, que apresenta a estratégia a longo prazo para a neutralidade carbónica da economia portuguesa até 2050. E, segundo o Relatório Especial do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), lançado em 2018, estima-se que as atividades humanas tenham causado cerca de um grau de aquecimento global acima dos níveis pré-industriais, com uma variação provável de 0,8°C a 1,2°C. Caso continue a aumentar no ritmo atual, a probabilidade é que atinja 1,5°C entre 2030 e 2052. Sendo que, em 30 anos, a população irá crescer mais 25%, o que significará um aumento de consumo de energia de cerca de 50%.

No esforço por um planeta sustentável, apostar nas energias renováveis, descentralizar a produção e avançar para a descarbonização são os maiores desafios da nossa geração. São mudanças estruturais que já estão a ser feitas e a transformar profundamente o negócio da energia: nas últimas décadas, assistimos ao aumento da eficiência energética e a alterações no uso de combustíveis.

Ainda assim, fazer a transição completa não vai ser fácil, já que interfere em todos os domínios da nossa existência, começando pela produção, transformação e distribuição da energia, passando pelos transportes e pelas atividades agrícola e industrial.

Um esforço de todos

A transição energética é uma das bandeiras estruturais de Bruxelas no plano de recuperação da economia. O Pacto Ecológico Europeu (o European Green Deal) é um sinal dessa vontade: tem como objetivo reduzir 55% das emissões até 2030 e atingir a neutralidade carbónica até 2050. E, se a pandemia pareceu colocar em risco estes planos, depressa se reforçou a sua necessidade, assumindo a presidente da Comissão Europeia, Ursula Von der Leyen, de que este pacto servirá como motor de recuperação da Europa. Também os líderes empresariais estão já despertos para esta viragem. Sabem que a descarbonização vai (tem de) compensar e gerar valor. Só é preciso saber como.

Um estudo recentemente apresentado pela consultora Deloitte, designado Climate Pulse Survey 2021, em que abordou 750 líderes empresariais de 13 países da Ásia, Europa e América, revelou que 82% dos inquiridos afirmam estar “preocupados” ou “muito preocupados” com as alterações climáticas, e consideram que é urgente agir. Quem já investiu nesse caminho começa a sentir que se trata de uma aposta ganha, uma vez que, à medida que os custos com a tecnologia diminuem e se alcançam ganhos adicionais de eficiência, os seus projetos tornam-se mais lucrativos e competitivos.

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