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O que se espera da mobilidade elétrica

O que se espera da mobilidade elétrica

Eletrificar a mobilidade baseada em combustíveis fósseis, em eletrificada, depende da colaboração de todos os intervenientes: públicos e privados. Mas há alguns obstáculos que ainda é necessário ultrapassar, nomeadamente ao nível da legislação.

Para alcançar a neutralidade carbónica, é essencial reduzir 90% das emissões no setor dos transportes até 2050. Discutir o papel das empresas de energia e dos prestadores de serviços associados, bem como das empresas, públicas e privadas, e dos consumidores individuais, foi o ponto de partida do terceiro painel da “EDP Business Summit 2021 – Leaders and Corporations committed to the Energy Transition”.

Moderado pelo jornalista Pedro Pinto, o painel contou com: Roger Atkins, fundador da consultora ‘Electric Vehicles Outlook’, Jan Burdinski, diretor Executivo e líder das relações governamentais europeias na Hyundai Motor Company, Koen Noyens, CEO da EVBox e Pedro Vinagre, administrador da EDP Comercial.

Foi Pedro Vinagre quem deu início à temática, assumindo que “estamos a viver um período fundamental para a sustentabilidade do nosso planeta e é essencial descarbonizar, descentralizar e digitalizar”. Acrescentou que a descarbonização não pode ser feita sem que os transportes se eletrifiquem, sendo que esta é uma solução já em marcha, avançando dados: “se olharmos para o primeiro semestre de 2021, houve um aumento em 140% da venda de carros elétricos”. Números que têm tanto de impressionante, como de otimistas.

Pedro Vinagre acredita que “será a mobilidade elétrica que irá impulsionar a descentralização e a digitalização, através de soluções como ‘vehicle-to-grid’ [carregadores que permitem descarregar a energia armazenada na bateria, acrescentando valor ao veículo enquanto está estacionado], ‘smart charging’ [gestão inteligente de cargas] e todas elas irão contribuir para a resiliência da rede de distribuição”. Segundo o administrador da EDP Comercial, a visão da empresa “é tornar a mobilidade elétrica mais simples e acessível para todos.” E para isso, segundo todos os intervenientes, um dos setores onde é preciso atuar é o do carregamento dos veículos.

Uniformizar acessos e processos

Foi precisamente este ponto que Koen Noyens, CEO da EVBox, abordou, pois acredita que o estabelecimento da infraestrutura de carregamentos de VE precisa de ser a prioridade número um na agenda política global. Considera que não há ainda muito conhecimento sobre o que envolve toda a infraestrutura de carregamento de veículos elétricos, mesmo entre os decisores europeus. É, por isso, determinante, informar sobre todos os processos, mas também “implementar políticas que eliminem as barreiras do mercado”. Acrescentou ainda que “na Europa, do lado da infraestrutura, verificamos uma manta de retalhos de abordagens nacionais, interoperabilidade de requisitostécnicos e modelos de planeamento de política incoerentes, que correm o risco de desacelerar a transição VE no exato momento em que deveria estar a acelerar”. Jan Burdinsky considerou que, efetivamente, o carregamento é um fator condicionante para a adesão à mobilidade elétrica. Que, se é necessário reduzir a emissão de poluentes e apostar na infraestrutura da mobilidade elétrica, é essencial encarar a questão do carregamento.

“Tem de se alterar a legislação. Tem de ser conveniente e fácil a sua utilização” em toda a Europa, sem divisões. No que diz respeito à eletrificação da mobilidade, Roger Atkins acredita que “há uma convergência que está bem encaminhada e que a conectividade e a eletrificação dos veículos irão romper o status quo do último século”. No entanto, é preciso pensar na forma como irá ser feita esta transição, sobretudo no que se refere à produção dos veículos. Considera que “a indústria automóvel terá de agilizar os seus planos de ação, encurtá-los no tempo e acompanhar a evolução da tecnologia”.

Conforme resumiu Koen Noyens, as políticas nacionais podem estimular o desenvolvimento e permitir que os investidores privados vão além do que se está a fazer neste momento. É aqui que o público e o privado se encontram, fornecendo uma estrutura estável, para que os investidores privados possam investir. É disso que estamos à espera”.

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