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Mobilidade elétrica: mudar é inevitável

Mobilidade elétrica: mudar é inevitável

A mensagem é clara: a mobilidade elétrica veio para ficar. Entre 2019 e 2020, o número de veículos elétricos duplicou. São já dois milhões a circular na União Europeia. O desafio agora é escolher os melhores modelos e os sistemas de gestão de frota mais eficientes.

Ainda nos lembramos das imagens, em particular durante o primeiro confinamento, das ruas vazias, do silêncio nas estradas e de um ar mais puro para se respirar. A pandemia provocada pelo Covid-19 trouxe essa possibilidade de, mais do que imaginar, realizar como seriam as cidades livres das emissões de carbono e de todo o conjunto de transportes poluentes. Com o retomar da vida normal – tanto quanto possível – essa memória esvai-se e, se não a acarinharmos, irá desaparecer, sem que aproveitemos alguns dos ensinamentos desse período.

A verdade é que já não podemos fechar os olhos à necessidade de alterar completamente os nossos padrões de mobilidade. Não se trata apenas de optar pelo transporte público ou pela bicicleta, em vez do carro. O desafio é muito maior, até porque o setor dos transportes é dos mais poluentes e o que mais consome energia. Em 2018, em Portugal, de acordo com dados publicados no Boletim “Energia em números – edição de 2020” pela Direção Geral de Energia e Geologia, em conjunto com o Observatório de Energia e a Agência para a Energia (ADENE), o setor dos transportes apresentava-se como o principal consumidor de energia, com 35,7% do total consumido, à frente da indústria, com 29,5%.

O desafio talvez não esteja apenas no meio de transporte, mas no combustível de que necessita. Como diz Monica Araya: “precisamos de eletrificar quase tudo”. Esta conselheira para os “campeões do clima” da 26ª Conferência das Nações Unidas e distinguished Fellow da ClimateWorks Foundation, onde trabalha nas campanhas a favor da mobilidade elétrica, apresentou em outubro do ano passado, nas Conferências TED, uma visão do futuro, baseada em experiências do presente. Monica Araya acredita que “por uma vez na vida, é possível uma desintoxicação dos transportes”, lembrando que “o tubo de escape não é normal”, mas antes “um símbolo dos nossos piores hábitos, que normalizámos durante demasiado tempo”. Na sua apresentação, que já conta com mais de um milhão e meio de visualizações, lembra “a combustão de 100 milhões de barris de petróleo, a cada 24 horas, e a extração que está por detrás; os gases de efeito de estufa libertados na atmosfera e o consequente aquecimento do planeta”, e que são provocados por uma atividade que é preciso repensar totalmente.

A mobilidade precisa de um novo paradigma, mas a verdade é que esse caminho já está a ser percorrido. Em Amsterdão, por exemplo, revela Monica, “estão a planear libertar-se de emissões de gases com efeito de estufa até 2030, em três fases”. Começaram por deliberar que, até 2022, todos os autocarros que circulam na cidade terão de ser livres de emissão de gases poluentes. Até 2025, essa indicação irá estender-se a todo o trânsito público e comercial e, até 2030, é a vez de todos os transportes, inclusive os veículos ligeiros e motos. Todos, sem exceção.

Monica Araya acrescenta que estas são excelentes iniciativas, mas que a solução não pode passar apenas pela mudança de hábitos do consumidor final. Tem, antes, de começar na base do ciclo de consumo. Introduz alguns exemplos que vêm de empresas fabricantes de veículos, como a Volkswagen, que converteu uma fábrica tradicional numa unidade que produzirá apenas veículos elétricos; ou a Daimler, que está a suspender todo o desenvolvimento de motores de combustão interna. Termina dizendo que, se a Tesla é, neste momento, mais valiosa do que o Facebook, algo está mesmo a mudar. 

De facto, os números da Federação Europeia de Transportes e Ambiente (T&E), lançados em fevereiro deste ano, confirmam essa mudança: só em 2020, foram registados na União Europeia mais de um milhão de veículos elétricos, o que significa que o número de veículos ligeiros a circular sem consumo de combustíveis fósseis já ultrapassa os dois milhões.

Eletrificar para não poluir

Em Portugal, esse parece ser também o caminho. De acordo com a UVE – Associação de Utilizadores de Veículos Elétricos, em 2020 foram vendidos 20.004 veículos elétricos, o que significou um crescimento de 55,3% em relação a 2019, conquistando uma quota de mercado de 13,6% na totalidade do ano, enquanto as vendas de veículos a combustão caíram a pique. A tendência é crescente e, só no primeiro trimestre de 2021, foram vendidos 4.984 veículos elétricos novos. Segundo a UVE, este aumento de vendas “bateu sucessivos recordes, fruto de uma cada vez maior oferta de marcas e de modelos disponíveis, da sua cada vez maior autonomia real, de preços mais reduzidos, aproximando-se dos preços de modelos equivalentes com motores de combustão interna, e de um conjunto de incentivos e benefícios fiscais, se bem que mais atrativos para empresas do que para particulares”, dos quais destacam:

Na lista de vantagens, acrescentemos a disponibilização de 3.500 pontos de carregamento público e de acesso a todos por todo o país, números que têm vindo a crescer muito rapidamente e que são mais um argumento para a aquisição de veículos pelas empresas. O facto desta opção significar uma diminuição de gastos com o consumo e com a manutenção torna-a ainda mais atrativa para o setor empresarial que conjuga, assim, a sua atratividade fiscal e a sustentabilidade económica, com a preocupação ambiental e a responsabilidade social.

Mobilidade elétrica na EDP

Para a EDP, a mobilidade elétrica é um ponto de honra: enquanto gestora de uma frota que, só em Portugal, tem três mil carros, a empresa  pretende eletrificar toda a sua frota ligeira até 2030, com uma redução estimada de 70% nas emissões de CO2. E para apoiar os seus clientes a fazerem o mesmo, a sua aposta na expansão da rede pública de carregamento e no desenvolvimento de soluções para casa, empresa e rede pública reforçam o seu empenho nesta causa.

A verdade é que, do ponto de vista empresarial, ainda há entraves à adoção da mobilidade elétrica, que a EDP Comercial tem contribuído para ultrapassar: se já há estudos que indicam que já é mais rentável para uma frota adquirir um elétrico face a um veículo convencional, devido aos incentivos fiscais, baixo custo  manutenção e custo de carregamento, a verdade é que um veículo elétrico tem de servir as necessidades e exigências inerentes a cada frota empresarial.

Procurando apoiar os clientes nesta fase importante da tomada de decisão na compra de uma frota elétrica, a EDP Comercial tem vindo a trabalhar com locadoras, como a Arval, Finlog e Locarent, no sentido de disponibilizar a solução de carregamento mais adequada para a frota de cada empresa no momento da compra, um serviço integrado no renting do veículo elétrico, aumentando a conveniência nesta transição.

Ao mesmo tempo, a EDP Comercial tem acelerado o seu investimento na rede pública de carregamento, com uma aposta em carregadores rápidos e, mais recentemente, ultrarrápidos, em localizações diversas e estratégicas para as necessidades dos seus clientes. Na semana passada, a empresa alcançou já a sua meta para 2021: ter 1.000 pontos contratados para a rede pública, dos quais mais de 500 já estão operacionais em várias localizações de Norte a Sul do país.

Sabendo que uma frota está parada muitas horas do dia, a EDP desenvolveu um conjunto de soluções também para o carregamento privado, de forma a que os veículos possam ser carregados na hora de maior conveniência. Por exemplo, o Light Charger EDP, um posto de carregamento de fácil instalação, que permite o carregamento entre duas a cinco horas, consoante os veículos.

Outra barreira para a adoção de uma frota elétrica pode ser a gestão destes veículos e das suas autonomias. Também para apoiar os responsáveis por frotas nesta gestão, a EDP tem ao dispor uma solução digital, a EDP EV.Charge, que permite às empresas a ligação dos seus equipamentos de carregamento a uma plataforma que permite gerir os carregadores, controlar acessos, identificar utilizadores e os seus consumos, informar sobre as tarifas em vigor e, ainda, receber pagamentos. Este é, sem dúvida, um mercado expansão e que pode vir a colocar do mesmo lado a indústria automóvel e os ambientalistas. Vão surgir cada vez mais alternativas de modelos, com diferentes características, vantagens económicas e ambientais. O desafio vai ser escolher as soluções mais adaptadas a cada caso, mas já não haverá desculpas para que se saia deste caminho.

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