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Geração distribuída: o solar quando nasce é para todos

Geração distribuída: o solar quando nasce é para todos

A produção descentralizada de energia solar, ou seja, nos telhados das nossas casas e empresas, é já hoje uma realidade, mas está em expansão, a reboque dos objetivos de descarbonização até 2050. Uma oportunidade que as empresas devem perseguir para garantir a competitividade dos seus negócios.

Publicado em 07 de Junho de 2021 às 07:00

Os compromissos assumidos por Portugal sobre as alterações climáticas, no âmbito do Acordo de Paris – no qual foi estabelecido um acordo mundial para limitar o aquecimento global a menos de 2 °C em 2100 e o aumento da temperatura a 1,5° –, requerem uma profunda transformação de toda a economia e, em particular, do setor da energia, que deve evoluir para um novo modelo totalmente descarbonizado. Este processo de transição, proposto no Roteiro para a Neutralidade Carbónica 2050, que se traduz de forma prática e a médio prazo no Plano Nacional Energia e Clima 2030 (PNEC 2030), foca-se na redução do consumo de energia primária e aposta na eficiência energética, com destaque para as energias de fonte renovável. Estas devem, em 2030, contribuir com, pelo menos, 80% da produção de energia em Portugal, dos quais 27% devem provir da energia solar, que será a tecnologia que apresentará maior crescimento na próxima década.

Estas previsões ainda estão longe do cenário atual. Apesar de o sol não faltar em terras lusas, em abril de 2021 a energia solar apenas representava 3,3% de toda a energia produzida em Portugal, de acordo com dados da Associação de Energias Renováveis, e contava com 1.068 gigawatts (GW) de capacidade fotovoltaica instalada, segundo as estatísticas da Direção-Geral de Energia e Geologia (DGEG). Esta foi, aliás, a tecnologia de energia renovável que mais cresceu, em termos relativos, desde 2012, ano em que tinha apenas 244 megawatts (MW) de potência instalada.

Investimento com taxas de retorno atrativas

Estes números, apesar de positivos, estão ainda longe das ambições do PNEC 2030 que, para 2030, traça um objetivo de 9 GW de potência instalada.

Para alcançar estas metas e aumentar a capacidade instalada de energia solar, o Governo desenvolveu, em 2019 e 2020, dois sistemas de leilão de licenças para a produção desta energia renovável, mas conta também com o aumento da produção descentralizada do solar fotovoltaico, que dentro de uma década já deve representar 2 GW de potência instalada, contra os 0,5 GW atuais.

Na prática, isto significa que, em Portugal, o solar descentralizado deve crescer o equivalente a 1500 campos de futebol. “Estes valores são alcançáveis e, pela nossa experiência, até excedíveis, já que noutros países o solar descentralizado chega a representar 20% de toda a nova capacidade solar instalada”, revela Miguel Fonseca, administrador da EDP Comercial. Até porque, segundo explica o responsável, trata-se de um investimento extremamente competitivo e com “taxas de retorno muito atrativas, quer para clientes empresariais, com um retorno ao fim de quatro a seis anos e uma taxa interna de retorno (TIR) de até 25%, quer para famílias”.

Esta democratização da energia solar será um vetor-chave da transição energética nacional e assumirá, assim, um papel de destaque no caminho da descarbonização da sociedade.

Desde 2015 que este segmento está em expansão, impulsionado pelo enquadramento regulatório para o autoconsumo. Só entre 2018 e 2020, a potência instalada duplicou, impulsionada pela “redução do custo, assim como uma maior consciencialização ambiental dos cidadãos”, prossegue o responsável. Estes fatores, associados ao lançamento do conceito das comunidades solares de energia, contribuirão para “uma enorme aceleração da energia solar fotovoltaica em Portugal nos próximos anos”.

Desafio: locais de produção

A falta de espaço para a instalação de painéis solares é frequentemente indicada como um dos maiores entraves à expansão do solar distribuído.

Para colmatar esta lacuna, a EDP desenvolveu comunidades solares de energia, um projeto que permite que “empresas e famílias com espaço disponível para instalações solares possam beneficiar de condições especiais, cedendo o espaço disponível do seu telhado para a criação de Bairros Solares EDP, que visam fornecer energia renovável aos vizinhos do mesmo bairro”, explica o administrador da EDP Comercial. Desta forma, todos beneficiam de energia solar com descontos na fatura e contribuem para um mundo mais sustentável.

Energia para o negócio

Para o tecido empresarial, a aposta no autoconsumo permite obter poupanças visíveis. Se o consumo de energia representa entre 15 e 40% dos custos fixos de uma empresa, o investimento em painéis solares pode significar uma redução que pode chegar aos 25% desta fatura. “Na EDP, tentamos antecipar o que podem ser as barreiras dos clientes na adesão à energia solar descentralizada, procurando encontrar e desenvolver soluções que permitam às empresas ultrapassarem estes desafios”, afirma Miguel Fonseca, administrador da EDP Comercial. Para ajudar as empresas na transição solar, a EDP disponibiliza as seguintes soluções:

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